GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS

Gabinete Civil da Governadoria
Superintendência de Legislação.

LEI Nº 11.549, DE 16 DE OUTUBRO DE 1991.

 

Cria o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e o Fundo Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente  e dá outras providências.

A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE GOIÁS decreta e eu sanciono a seguinte lei:

Art. 1° - Ficam criados o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente - CE-DCA e o Fundo Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente - FECAD, de conformidade como preceitua o art. 88, inciso II e IV, da Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990.
- Fundo regulamentado pelo Decreto nº 4.039 de 17-08-1993.
- Vide Lei nº 12.974 de 27-12-1996.

Art. 2º - Ao CE-DCA, órgão deliberativo e controlador das ações estaduais voltadas para a criança e o adolescente, compete:

I - formular a política estadual de atendimento dos direitos da criança e do adolescente, definindo   prioridades editando normas gerais e fiscalizando as ações de execução, observadas as linhas de ação e as diretrizes  estabelecidas nos arts.  87 e 88 do Estatuto  da Criança e  do Adolescente;

II - fixar critérios para a alocação de recursos destinados ao FECAD, através de planos de aplicação;
- Redação dada pela Lei nº 12.974 de 27-12-1996, art. 3º, I.

II - gerir o FECAD, fixando critérios para a alocação de recursos, através de planos de aplicação;

III - acompanhar a elaboração da proposta orçamentária do Estado, avaliando-a e indicando as modificações necessárias à consecução da política formulada;

IV - acompanhar o reordenamento institucional, propondo, sempre que necessário, modificações nas estruturas públicas e privadas destinadas ao atendimento dos direitos das crianças e dos adolescentes;

V - apoiar tecnicamente os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, bem como a órgãos municipais e entidades não governamentais, objetivando a efetivação dos princípios, normas e diretrizes estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente;

IV - promover campanhas educativas sobre os direitos da  criança e do adolescente, inclusive com a  indicação das medidas a serem  adotadas nos casos de atentados ou violações  dos mesmos, bem como  de não oferecimento ou oferta irregular dos serviços a eles atinentes;

VII - aprovar e reformar seu regimento interno, por voto de no mínimo 2/3 de seus membros.

Art. 3º - O CE-DCA, vinculado ao Gabinete do Governador, é integrado por 11 representantes do Poder Executivo, assegurada a participação dos órgãos executores das políticas sociais básicas nas  áreas de ação  social, trabalho, justiça, educação, saúde e cultura,  bem  como dos órgãos estaduais do Planejamento e da Fazenda e, com igual número,  por representantes  de  entidades não  governamentais, de âmbito estadual, de atendimento dos direitos da criança e do adolescente,  legalmente constituídas e em funcionamento há pelo menos um (1)  ano.
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

Art. 3º - O CE-DCA, vinculado ao Gabinete do Governador, é composto de 22 (vinte dois) membros, assim definidos:

I - 1 (um) representante da cada um dos seguintes órgãos ou instituições:

a) Secretaria da Educação;

b) Secretaria de Saúde;

c) Secretaria da Justiça;

d) Secretaria da Segurança Pública;

e) Secretaria de Planejamento e Coordenação;

f) Secretaria do Desporto e Lazer;

g) Ministério Público Estadual;

h) Tribunal de Justiça;

i) Superintendência Estadual da Fundação Legião Brasileira de Assistência (LBA);

II - o Presidente da Fundação de Promoção Social;

III - o Diretor-Geral da Fundação de Promoção Social;

IV - 11 (onze) representantes de entidades não governamentais, de âmbito estadual liquida direta ou indiretamente, a defesa ou atendimento dos direitos da criança e do adolescente, legalmente constituídas e em funcionamento há pelo menos 1 (um) ano.

§ 1º - Na ausência de qualquer titular, a representação será feita por suplente.
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

§  1º - Os representantes das Secretarias a que alude o  inciso I, alíneas "a"  a  "f", deverão  ser  os  seus próprios titulares, cabendo-lhes  a indicação dos respectivos suplentes, que os substituirão, em seus impedimentos ou afastamentos.

§ 2° - A escolha dos membros e respectivos suplentes das entidades não governamentais realizar-se-á em assembléia pública convocada pelo Gabinete do Governador, através de edital publicado no Diário Oficial do Estado e jornais de circulação estadual com antecedência mínima de 15 dias, em 1ª convocação, e de 10 dias, em 2ª convocação.
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

§ 2º - A escolha dos membros e respectivos suplentes das entidades não governamentais realizar-se-á em assembléia pública convocada pelo Gabinete do Governador, através de edital publicado no Diário Oficial do Estado e jornais de circulação estadual, com antecedência mínima de 15 dias, em 1ª convocação, e de 10 dias, sem 2ª convocação.

§ 3° - Somente poderão se inscrever, com direito a voto em assembléia, as entidades não governamentais que executem programas ou serviços sociais destinados a crianças ou adolescentes na área de atendimento, defesa ou natureza científica, com mais de 1(um) ano de experiência, que estejam regularmente registradas em cartório público e apresentem, no ato de inscrição:
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

§ 3° - Somente poderão se inscrever, com direito a voto em assembléia, as entidades não governamentais que executem programas sociais ou serviços sociais destinados às crianças ou adolescentes na área de atendimento, defesa ou natureza científica, com mais de 2 (dois) anos de experiência, que estejam regularmente registradas em cartório público e apresentem, no ato de inscrição:

a) dados que possibilitem a sua caracterização;
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

a) dados que possibilitem a sua caracterização;

b) demonstrativos de participação em programas e serviços sociais e ou de naturezas científica, ligados à criança e ao adolescente;
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

b) demonstrativos de participação em programas e serviços sociais e ou de natureza científica, ligados à criança e ao adolescente;

c) credencial da Diretoria da entidade, nomeando o seu representante.
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

c) credencial da Diretoria da entidade, nomeando o seu representante.

§ 4° - Os membros do Conselho e respectivos suplentes exercerão mandato de 2 (dois) anos, admitindo-se a reeleição.
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

§ 4° - Os órgãos e entidades a que aludem os incisos I a III terão o prazo de 30 (trinta) dias da publicação desta lei para efetivar suas indicações ao Governador do Estado.

§ 5° - As funções de membro do CE-DCA não serão remuneradas, considerando-se serviço público relevante o seu exercício.
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

§ 5° - Os membros do Conselho e os respectivos suplentes exercerão mandato de 2 (dois) anos, admitindo-se a reeleição.

§ 6° - O Presidente do Conselho será eleito entre seus membros, observado o quorum mínimo de 2/3, conforme dispuser o regimento interno.
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

§ 6° - As funções de membro do CE-DCA não serão remuneradas, e seu exercício será considerado serviço público relevante.

§ 7°- O Presidente do Conselho será eleito entre seus membros, observado quorum mínimo de 2/3, conforme dispuser regimento interno.
- Revogado pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

Art. 4º - O FECAD , gerido pelo órgão estadual responsável pelas ações do Governo voltadas para o atendimento à criança e ao adolescente, tem por finalidade proporcionar os meios financeiros necessários à consecução dos objetivos do CE-DCA.
- Redação dada pela Lei nº 12.974 de 27-12-1996, art. 3º, II.

Art. 4º - O FECAD, gerido pelo CE-DCA, tem por finalidade proporcionar os meios financeiros necessários à consecução dos objetivos do CE-DCA.

Art. 5º - O FECAD será constituído pelos seguintes recursos:
- Vide Decreto nº 7.358, de 02-06-2011, art. 5.

I - dotações consignadas no Orçamento do Estado, destinadas à assistência social à criança e ao adolescente que dela necessitem;

II - contribuições, auxílios, legados e doações que lhe forem destinados, inclusive as doações efetuadas nos termos do art. 260 da Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990;

III - contribuições de organismos nacionais e internacionais, governamentais e não governamentais;

IV  - rendas eventuais, inclusive  as resultantes de depósito  e aplicações de capitais;

V - outros recursos que lhe forem destinados.

Art. 6º - Os recursos do FECAD serão repassados aos Conselhos Municipais, conforme critérios estabelecidos pelo CE-DCA.

Art. 7° - O titular do órgão responsável pela política de atendimento à criança e ao adolescente será o Secretário Geral do Conselho, que contará com o apoio técnico, material e administrativo daquele para o seu funcionamento.
- Redação dada pela Lei nº 11.819 de 05-11-1992.

Art. 7º -  O  Diretor-Geral da Fundação de  Promoção Social, órgão responsável pela política de atendimento à criança e ao adolescente,será o Secretário Geral do Conselho, ficando aquela  entidade encarregada de fornecer  apoio técnico, material e administrativo para funcionamento do colegiado.        

Art. 8º - Fica o Poder Executivo autorizado a abrir  no corrente exercício e  nos subseqüentes, os  créditos suplementares que se fizerem necessários ao cumprimento desta lei.

Art. 9º -  A instalação do CE-DCA dar-se-á no  prazo de  45 (quarenta  e cinco) dias da publicação desta lei.

Parágrafo único -  O CE-DCA aprovará o  seu regimento no prazo de  30 (trinta) dias, a contar da sua instalação.

Art. 10 - Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Art. 11 - Revogam-se as disposições em contrário.

PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DE GOIÁS, em Goiânia, 16 de outubro de 1991, 103º da República.

IRIS REZENDE MACHADO
Terezinha Vieira dos Santos
Ronei Edmar Ribeiro
Jales Perillo
Joaquim Tomaz de Aquino
Flávio Rios Peixoto da Silveira
Jossivani de Oliveira

(D.O. de 29-10-1991)

Este texto não substitui o publicado no D.O. de 29.10.1991.